O caso de Vitória Regina de Souza, que chocou a cidade de Cajamar, em São Paulo, ganhou novos contornos com a reabertura das investigações e a revelação de detalhes macabros. A jovem de 17 anos desapareceu em 26 de fevereiro, após deixar seu trabalho em um shopping, e trocou mensagens com uma amiga, relatando que se sentia seguida por dois homens. A busca mobilizou a comunidade e a polícia, mas seu corpo foi encontrado em 5 de março, com sinais de violência e em avançado estado de decomposição.
Recentemente, a investigação passou a contar com o delegado Gustavo Mesquita, que anunciou a realização de uma reconstituição criminal, procedimento essencial para esclarecer as contradições no depoimento de Ma Gonçales dos Santos, o único suspeito preso. A reconstituição, que será realizada sob rigor técnico e supervisão de autoridades, busca confrontar as versões apresentadas por testemunhas e o suspeito com as evidências materiais coletadas.
O delegado Mesquita destacou que a reconstituição não é uma mera dramatização, mas um passo crucial para descobrir a verdade. O processo envolverá planejamento minucioso, incluindo a definição de data, horário e logística de segurança, e todas as partes envolvidas serão notificadas previamente. Embora o suspeito não seja obrigado a participar, a simulação seguirá um roteiro baseado em depoimentos e laudos periciais.
A brutalidade do crime, marcada por detalhes como a cabeça raspada e a ausência de roupas, gerou grande comoção na comunidade. Até o momento, mais de 18 pessoas foram ouvidas e dois veículos apreendidos para perícia. A expectativa em torno da reconstituição é alta, pois acredita-se que ela poderá fornecer respostas cruciais e esclarecer a dinâmica do crime, contribuindo para a busca pela justiça em um caso que deixou marcas profundas na sociedade.